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Mostrando postagens com o rótulo diamantino bártolo

Páscoa: Esperança que Renasce

No âmbito da cultura religiosa cristã, esta festa móvel que se designa por Páscoa, tem longa tradição, principalmente nas aldeias portuguesas, nas quais e no dia previamente estabelecido, pelas entidades competentes, as populações convergem, com devoção, crença e alegria, para as cerimônias específicas, porque segundo os cânones do cristianismo, o evento significa a “Ressurreição de Cristo”. Este tempo que os cristãos-católicos vivenciam, inicia-se com um período de “luto”, que se prolonga durante quarenta dias, imediatamente, a partir da terça-feira de Carnaval e culminado no “Domingo da Ressurreição”, dia totalmente consagrado à alegria de experienciar a libertação de Jesus Cristo do túmulo, para onde teria sido conduzido após a sua morte na Cruz, na sexta-feira da paixão, conforme rezam os documentos sagrados. A Páscoa é, também, um tempo de confraternização, de reunião da família, não tanto no conceito e espírito que é vivido, por exemplo, no Natal, (nascimento de Jesus Cristo) mas...

A Dignidade Devida aos Imigrantes

Portugal, país de navegadores e de emigrantes, ao longo de parte significativa da sua História, continua, já no século XXI, a ser uma nação de trabalhadores: uns, que permanecem; outros, que saem mundo afora, à procura de melhores condições de vida, para os próprios que partem e para os seus familiares e dependentes. Portugal, também como país de acolhimento para imigrantes oriundos de muitos países: da África à América; do Oriente ao Ocidente; do Norte e do Sul. Portugal tem a obrigação moral e solidária, de acolher bem todos aqueles que, buscando melhor futuro, escolhem este país para trabalhar e reunirem-se, depois, com as respetivas famílias, logo que as condições legais e sociais o permitam. Rejeitar os imigrantes é negar os valores tradicionais de hospitalidade e humanismo, que têm caraterizado os portugueses, ao longo da sua história.  Utilizar os imigrantes, como mão-de-obra barata, mas exigindo-lhes um esforço superior ao que se impõe aos nacionais, é uma inaceitável viola...

Governar e chefiar, com talento e sabedoria

A superior e inultrapassável diferença entre gerir e liderar pessoas, e administrar outros recursos, como máquinas, capitais, objetos, coisas, mercados e situações técnico-científicas, localiza-se, imediatamente, na comunicação e relacionamento interpessoais: pura e simplesmente, a relação pessoa-objeto situa-se a um nível inferior e instrumental ao da relação pessoa-pessoa, ou pelo menos, assim deveria ser. Acredita-se que será impossível gerir e liderar pessoas sem a comunicação com elas, e entre elas, suportada num genuíno processo de relações humanas, seja no campo estritamente profissional, seja num quadro mais abrangente, nos contextos da família, da escola, da Igreja, da comunidade, inclusivamente no âmbito da ocupação dos tempos livres e de lazer. Comunicação e relacionamento humanos, são faculdades que toda a pessoa deverá cultivar, como se de uma competente atividade profissional se tratasse, porque o indivíduo humano é portador de capacidades inatas, mas também tem de aprend...

Gerir Humanamente as Pessoas

Como premissa maior, parte-se do princípio segundo o qual, gerir pessoas é totalmente diferente, mais difícil, complexo e imprevisível, do que gerir coisas, outros animais, bens, situações do âmbito das ciências exatas e da técnica (nestas, praticamente, tudo é previsível, reversível, observável, experimentável e quantitativamente avaliado). Gerir pessoas implica, desde logo, saber gerir-se a si próprio, é um pouco como governar uma instituição, um país, porque quem não sabe governar a sua vida, como vai fazê-lo em relação à vida dos seus semelhantes? (Cabe aqui um espaço para se refletir acerca dos critérios utilizados para a escolha dos políticos, governantes, gestores e para atividades similares). Uma primeira regra, para o gestor, poderá fundar-se na consideração e respeito que ele deve ter para com as pessoas que está a gerir, quaisquer que sejam as funções, desde o recepcionista ao diretor de um qualquer departamento, todas estas pessoas têm a mesma dignidade e qualquer delas, na...

O Ato Comunicativo

1. Na comunicação e no relacionamento interpessoal, as pessoas e as organizações têm de ser competentes, aqui no conceito prático de obtenção dos melhores resultados, isto é, fazer passar as mensagens verbais e não-verbais, que se vão transmitindo no exercício dos múltiplos papéis que diariamente são desempenhados pelas pessoas e organizações. Exija-se, pois, competência. 2. O relacionamento humano seria impossível sem o ato comunicativo, entendido este como uma interação entre pessoas que desejam a convivencialidade societária, seja em contexto familiar, profissional, social, religioso ou outro. As relações humanas pressupõem diálogo, troca de ideias, transmissão de conhecimentos, divulgação de factos, manifestação de sentimentos e tantas outras intervenções, só possíveis, pela comunicação, verbal e/ou não verbal. 3. Todas as comunicações humanas apresentam complicações, que os interlocutores procuram, por vezes, resolver e, outras vezes, dificultam: a) Um primeiro problema que se col...

Relações Humanas

O imperativo que determina e se impõe, com inevitável insistência, nas sociedades humanas atuais, pode denominar-se por “Relações Humanas”, naturalmente bem construídas, sobre os alicerces dos valores ético-deontológicos e humanísticos, desenvolvidas através do diálogo assertivo, e consolidadas nos resultados do bom relacionamento interpessoal. A sociedade é complexa, porque constituída por indivíduos únicos, também eles difíceis, titulares de deveres e direitos, individuais e coletivos. Qualquer que seja o papel que a cada indivíduo, ao longo da sua vida, vá desempenhando, ele terá sempre a inevitabilidade de se relacionar com o seu semelhante, sendo que uma grande parte do seu relacionamento se verifica em duas situações, maioritariamente bem definidas, no seu percurso biossocial: na família, na atividade profissional. Pelo comportamento individual assim a sociedade caminhará, num determinado sentido, com objetivos nem sempre bem esclarecidos, devido, em muitas circunstâncias, à au...

Técnicas Argumentativas

Sugeridos que estão alguns cuidados a observar, na apresentação dos argumentos, importa deixar algumas ideias-base sobre este importante processo de comunicação, resolução de conflitos, e obtenção de acordos nas relações humanas modernas. Diz-se que se está numa situação argumentativa, entre outras, sempre que: se é chamado a tomar posição face a algo, seja a uma atitude, a um ato, a um projeto, a uma decisão, a um critério. Argumentar é, também, comunicar e daí a conveniência de se conhecer bem o receptor, para que se verifique uma compreensão cabal do discurso argumentativo, e os efeitos da argumentação possam ser controlados pelo emissor, o qual tem uma intenção que visa um efeito sobre o receptor. É por isso que deve conhecer bem e caracterizá-lo corretamente, para que possa prever melhor os efeitos e reações que a comunicação pode causar (o mesmo vale para uma argumentação perante um auditório-alvo, sendo condição essencial conhecer muito bem a sua constituição, para se utiliza...

Instrução Comunicacional

A comunicação humana, no sentido em que produz reações, quer no emissor, quer no receptor, constitui uma capacidade única e exclusiva do homem, embora ensinada, aprendida, sempre melhorada e exercida desde a mais tenra idade. A sociedade humana não teria atingido os elevados níveis de desenvolvimento, em todos os domínios da sua intervenção, se não tivesse criado e aperfeiçoado toda a estrutura linguística verbal e não-verbal. O conhecimento, a ciência, a técnica, e até os domínios mais esotéricos, não teriam progredido até ao ponto em que atualmente se encontram. Naturalmente que a comunicação aqui entendida, também, no sentido da resolução de problemas, principalmente através do diálogo interpessoal, constitui um instrumento poderosíssimo, que urge saber manusear. O processo comunicacional pelo diálogo interativo, deverá iniciar-se logo no início da vida humana extra-uterina, reunidas que estejam, ainda que minimamente, as condições biopsicológicas da criança e que, um pouco mais ...

Conflito e Negociação

Para se compreender melhor todo o mecanismo da negociação, importa reter alguns conceitos. Com este objetivo, pode-se aceitar que a Negociação será: a) Uma forma conjunta de resolução dos problemas, contidos numa relação de interesses; b) Processo onde duas ou mais partes tentam concordar sobre o que cada uma deve dar e receber, ou fazer e receber em uma transação; c) Os agentes ativos da negociação ou transação são os próprios detentores da relação de interesses; d) São eles os negociadores e não terceiros. Partindo do princípio que algumas das causas do conflito se situam ao nível:           a) Dos “mal-entendidos entre as partes (da situação ou problema);           b) Do desacordo sobre a natureza do assunto e sua solução;           c) Ameaça as necessidades e interesses pessoais; e que tanto pode ser negativo (quando toma a atenção de outras atividades importantes; mina a moral, a ética e a autoimagem; ...